quinta-feira, 12 de março de 2026

Relato de um artista que se recusou a morrer

  Recentemente anunciei o fim da minha jornada artística. E não, não foi por falta de dinheiro ou de reconhecimento. Com isso eu sempre soube lidar, inclusive com a falta. Nunca tive preguiça de correr atrás, nem fui apegado a essas coisas como a maioria das pessoas costuma ser. O que me atravessava eram outras forças. Coisas mais profundas, mais difíceis de explicar, que estavam me dilacerando por dentro.

Mas naquela mesma postagem recebi um sacode do camarada Eduardo Marinho. Um daqueles sacodes que chegam na hora exata. Foi talvez a melhor coisa que eu poderia ter ouvido naquele dia.
Aquilo me fez parar, pensar e reorganizar o caos.
Agora volto ainda mais intenso. Mais instigante. Com a mesma dedicação radical de sempre. A arte continua sendo para mim o que sempre foi: uma obsessão criativa, louca, subversiva e prazerosa, capaz de incendiar o pensamento insurgente.
Não me subordinar a padrões impostos.
Não domesticar o olhar.
Não pedir licença.
Não abaixar a cabeça.
E, acima de tudo, voltar a pensar em mim mesmo, na minha própria trajetória de vida.
Porque é isso que precisa estar no centro de tudo.
Acima das expectativas dos outros.
Acima das convenções.
Acima de qualquer tentativa de enquadramento.
É daí que devem nascer as escolhas dos meus dias.
Então aguardem.
Porque muita coisa phoda ainda vai rolar por aí.

Diego El Khouri, outsider da galáxia de parnaso; Goiânia, 11/03/2026




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